Como contratar um táxi aéreo internacional no Brasil?

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Fretar um jatinho em voo internacional pode não ser a prática mais comum do mercado de táxi aéreo brasileiro devido a falta de informações e ao alto custo operacional. Diante de um momento excepcional como o ocasionado pela atual pandemia, no qual voos comerciais foram suspensos e restrições imigratórias estabelecidas, soluções criativas podem surgir para suprir as necessidades dessa clientela acostumada a voar na primeira classe das grandes companhias aéreas mundiais.

Antes de se aprofundar nos detalhes da operação e tratar das permissões que uma empresa de táxi aéreo precisa obter para ofertar o serviço, é preciso ter em mente que fretar um voo internacional não é um bicho de sete cabeças. Saber distinguir quais, dentre as empresas disponíveis para realizar a viagem, têm maior experiência nesse tipo de atuação é um primeiro ponto indispensável em sua pesquisa.

Como é praxe em toda e qualquer operação legal de táxi aéreo, passa pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a validação das credenciais tanto da empresa quanto da aeronave utilizadas na rota. Para as companhias, as permissões da ANAC se dão por meio de uma carta de autorização (LOA) que confirma o cumprimento de especificações de aeronave, sistemas de gerenciamento de tráfego aéreo e tripulação regidas por normativas internacionais. Essa permissões, renováveis a cada 2 anos, são divididas por regiões de atuação, separadas em América do Sul; América do Norte; América Central e Caribe; Europa; Ásia e Oceania; e África.

Da mesma forma, a empresa em questão também deverá estar credenciada no país de destino. No caso de voos rumo à Europa, há a obrigatoriedade da companhia possuir o Third Country Operator, autorização de pousos e decolagens para os 32 países membros da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) – incluindo o Reino Unido. No Estados Unidos, é requisitado o Foreign Air Carrier Licensing, emitido pelo Departamento dos Transportes dos EUA (DOT) e que envolve autorizações das áreas econômica e de segurança do órgão.

Aos passageiros

Os passageiros do voo não estão alheios às regulamentações. Permissão de entrada e, quando necessário, autorização de embaixadas também fazem parte do checklist de cada um. Essa etapa é de responsabilidade dos próprios passageiros que devem verificar os critérios e documentos necessários para a entrada no país de destino.

Isso vale também para animais de estimação. Os pets são bem vindos a bordo das aeronaves, mas é preciso se certificar que eles tenham vacinas em dia, além de exames atestando a saúde do animal.

Uma vez no destino, os terminais comerciais não farão parte do itinerário. Em suma porque certos aeroportos, principalmente os de maior porte dos Estados Unidos e da Europa, possuem terminais específicos da aviação executiva, facilitando assim embarques e desembarques.

Quais aviões

Estando em um país continental como o Brasil, as distâncias para os destinos internacionais mais procurados variam de tal forma que até o tipo de aeronave pode mudar dependendo de onde o passageiro parte.

De menor porte dentro da gama da aviação executiva, aeronaves turboélice estão aptas a realizar voos internacionais, com sua devida limitação de alcance. Um King Air, por exemplo, tem autonomia para voar cerca de 1,7 mil km. A aeronave é indicada para realizar a rota Curitiba/Montevidéu (Uruguai).

Para destinos mais longínquos, mas ainda dentro da América do Sul, a melhor opção está nos jatos de médio porte. O Learjet 45 e seus 3,7 mil km de alcance (mais que o dobro do que o do King Air) liga com tranquilidade a cidade de São Paulo a Santiago (Chile), na costa oeste do continente sul-americano.

Há quem necessite de ainda mais alcance. A resposta para essa clientela está em jatos long-range como o Legacy 650. A aeronave da Embraer é capaz de voar mais de 7 mil km sem paradas, conecta São Paulo a Miami (Estados Unidos), por exemplo.

Táxi aéreo internacional e seus custos

É evidente que os custos envolvidos em uma operação de táxi aéreo internacional escalam de acordo com a distância para o destino e a aeronave envolvida no deslocamento. Abaixo, listamos três cotações encontradas na plataforma Flapper para os voos citados neste artigo. Vale ressaltar que os valores estão sujeitos a confirmação final e sofrem alterações de acordo com a variação cambial da moeda:

Curitiba – Montevidéu (Uruguai)
Aeronave: King Air C90 GTi
Assentos: 6
Tempo de voo: 222 minutos
Custo estimado (voo inteiro): R$ 64.100

São Paulo – Santiago (Chile)
Aeronave: Learjet 45
Assentos: 9
Tempo de voo: 246 minutos
Custo estimado (voo inteiro): R$ 151.000

São Paulo – Miami (Estados Unidos)
Aeronave: Legacy 650
Assentos: 13
Tempo de voo: 465 minutos
Custo estimado (voo inteiro): R$ 745.000

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